Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, I.P.
03
Abril 2020

  • Potencial do País na produção de bacelos enxertados

    A disponibilidade de material de propagação vegetativa para multiplicação comercial deveria ser uma preocupação constante de toda a fileira vitivinícola, porque pode condicionar a estratégia das empresas vitivinícolas.
    Apesar do setor viveirista profissional português se esforçar por manter um potencial de produção que corresponda às expectativas dos viticultores, a realidade mostra-nos que, para já, um número considerável de variedades de videira não está ainda disponível.
    Os constrangimentos sentidos no mercado resultam da ausência de um planeamento que tenha em consideração o processo de produção e certificação de enxertos prontos, e devem-se às dificuldades na obtenção de material vegetal com garantia varietal e sanitária para instalação de vinhas-mãe produtoras de garfos para enxertia, da procura episódica e muitas vezes comunicada no próprio ano de plantação da vinha e do reduzido número de plantas pretendido. Dito isto, julga-se oportuno a divulgação da oferta potencial das variedades em multiplicação, sem nunca esquecer que, em última análise e na ausência de encomendas atempadas, o viveirista terá de decidir o que enxerta, condicionando desta forma a oferta final.
    Considerando a área de vinhas-mãe inscritas no controlo oficial, e se o único fator limitante fosse a quantidade de garfos disponíveis, em Portugal poderiam ser produzidos cerca de 80 milhões de bacelos enxertados.

    No quadro seguinte resume-se a capacidade produtiva do País em bacelos enxertados.

     (1) Variedades destinadas a exportação


    No Anexo 1 é possível verificar o número e importância das castas com maior probabilidade de serem propostas aos viticultores. Assinala-se uma oferta objetivada para a satisfação da procura de variedades aptas à produção de vinho. Por outro lado, 40 variedades representam 90% da oferta, sendo os restantes 10%, repartidos por 108 variedades.
    O presente trabalho resulta da colaboração entre a DGAV (Direção-Geral de Alimentação e Veterinária), o INIAV (Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária) e a VITICERT (Associação Nacional de Viveiristas Vitícolas Produtores de material Certificado).
    Os valores apresentados foram calculados a partir da área de vinhas-mãe de garfos inscrita no serviço de controlo oficial e obtida a partir da plataforma CERTIGES, em consulta efetuada no dia 02 de abril de 2020.

     

     


    DIVULGAÇÃO DE EVENTOS

    VII Congresso Internacional Viticultura de Montanha (CERVIM)
    Adiado para maio de 2021
    Vila Real - Portugal
    https://viicongresscervim.utad.pt/


    VII International Symposium “Mediterranean Malvasias”
    Adiado para 2021
    Dubrovnik - Croatia
    https://www.malvasias.com/index_en.html


    Conference Wine Consumption in the Mediterranean Diet: A clarification about health effects
    Adiado para 2-4 de junho de 2021
    Porto - Portugal
    http://www.ciencia-e-vinho.com/2019/09/15/wine-consumption-in-the-mediterranean-diet-a-clarification-about-health-effects/

    Congresso Douro & Porto 2020 – Memória com Futuro
    November 10-12, 2020
    Porto - Portugal
    https://www.ivdp.pt/congresso-2020



  • A EVN não pára

    Apesar do estado de emegência decretado pelo Governo Português e apesar da maioria dos trabalhadores da Estação estar em regime de teletrabalho, há compromissos que não podem deixar de ser respeitados na Estação Vitivinícola Nacional. Os nossos compromissos com a vinha que não pára de crescer, com as plantas dos nossos ensaios que não esperam para ser regadas, nem tão pouco abrandam o seu desenvolvimento e floração. Também o nosso Laboratório Central, embora a funcionar em serviços mínimos, tem de ser mantido e vigiado.

    Ficam algumas imagens do que se tem feito na EVN nestes tempos de pandemia:




     

  • Roque A.R., Anjos O., Belchior A.P., Caldeira I., Canas S., 2019. Avaliação dos compostos voláteis maioritários em aguardente envelhecida em sistema alternativo. In: Livro de resumos do III Congresso Nacional das Escolas Superiores Agrárias,120. 14 - 15 Novembro de 2019, Viseu.

    Anjos O., Caldeira I., Pedro S.I., Belchior A.P., Canas S.,2019. Use of FT-RAMAN to discriminate wine spirits aged with two different wood species. In: X Congreso CYTA/CESIA, Impulsando la Investigación Y la innovación, 86. Rodriguez Calleja J.M., Santos Buega J.A., López Diaz T.M. (eds). ISBN: 978-84-9773-954-2.

    Costa J.M., Vaz M., Escalona J.M., Egipto R., Lopes C.M.,Medrano H., Chaves M.M., 2020. Water as a critical issue for viticulture in southerm Europe: sustainability vs competiveness. IVES Technical Reviews. 1-2. https://doi.org/10.20870/IVES-TR.2020.3182

    Tian R., Suo H., Zhang S., Sun B., 2020. Separation of family of antioxidants flavan-3-ol thio-conjugates from procyanidins by high-speed counter-current chromatography. European Food Research and Technology, 246 (5), 1017-1029. https://doi.org/10.1007/s00217-020-03465-4


    Abertura de candidaturas para o SMART FARM COLAB

    Laboratório Colaborativo para a Inovação Digital na Agricultura

    O SFCOLAB é uma pessoa coletiva de direito privado sem fins lucrativos constituída por empresas privadas, instituições de investigação e universidades, visando a investigação aplicada (TRL 5-8), serviços para a digitalização da Agricultura e abordando os desafios atuais das alterações climáticas, inteligência artificial e economia circular.Estão abertas três candidaturas para doutorados para integrar o SFCOLAB, nas áreas da Agronomia, Sustentabilidade e Inteligência Artificial. Saber mais no link: https://pt.sfcolab.org/hiring




    Revista científica bilingue, especializada em Viticultura, Enologia e Economia Vitivinícola, indexada em diversas bases de dados internacionaisRevista online em http://www.ctv-jve-journal.org/

  • ORIGEM E SINONÍMIA

    Referida na Portaria nº 380/2012 com o número de código PRT51617(1).
    Figura na base de dados Vitis International Variety Catalogue (VIVC) com o nº9183(2).
    Casta com clorótipo A(3), típico das castas originárias da Península Ibérica.
    A designação de ‘Perrum’ aparece pela primeira vez em obras publicadas de 1851 a 1880(4).
    Em 1889, a sua cultura é citada no Alentejo e Algarve (5).
    Superfície cultivada em Portugal: É residual no encepamento nacional(6). A sua cultura restringe-se a vinhas antigas das regiões do Alentejo e do Algarve.

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    (1)  Portaria Nº 380/2012, de 22 de novembro, do Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território.
    (2)  Maul et al. (2019): Vitis International Variety Catalogue - www.vivc.de – acedido em abril, 13, 2020.
    (3)  Maul et al. (2019): Vitis International Variety Catalogue - www.vivc.de – acedido em abril, 13, 2020.
    (4)  Menezes, J.T.C. Pinto de, 1896. Apontamentos para o Estudo da Ampelographia Portugueza, 2ª série. Bol.Dir.Geral Agricultura 6 (7), 567-826.
    (5)  Menezes, J.T.C. Pinto de, 1889. Lista das Castas de Videiras Portuguezas. Bol.Dir.Geral Agricultura 1 (5), 351-399.
    (6)  Vinhos e Aguardentes de Portugal 2018 - Anuário, 206 pp. Instituto da Vinha e do Vinho, Lisboa.  


    DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA

    Extremidade do ramo jovem aberta, com orla carmim de intensidade fraca e fraca densidade de pelos prostrados.   
    Folha jovem verde com zonas acobreadas, página inferior com muito fraca a nula densidade de pelos prostrados.
    Flor: Hermafrodita.  
    Pâmpano verde; gomos verdes.  
    Folha adulta média, pentagonal, com cinco lóbulos; limbo verde-claro, irregular, com ligeiro enrugamento e bolhosidade nula a muito fraca; nervuras principais verdes; página inferior com muito baixa densidade de pêlos prostrados; dentes longos e retilíneos; seio peciolar pouco aberto, com a base em U, e seios laterais fechados, em V.  
    Cacho comprido, cónico, pouco compacto; pedúnculo de comprimento médio. 
    Bago arredondado, médio e verde-amarelado; película de espessura média, polpa de consistência mole.  
    Sarmento castanho.



    CARACTERIZAÇÃO GENÉTICA

    Microssatélites (SSR)

    Veloso et al.,2010 (7)

    VVS2

    135: 147

    VVMD5

    236: 240

    VVMD7

    235 : 239

    VVMD27

    181 : 185

    ssrVrZAG62

    188 : 188

    ssrVrZAG79

    243 : 247

    (7) Veloso, M.Manuela, M.Cecília Almandanim, Margarida Baleiras-Couto, H.Sofia Pereira, L.C.Carneiro, P.Fevereiro, J.Eiras-Dias, 2010. Microsatelite Database of Grapevine (Vitis  vinífera L.) Cultivars used for Wine Production in Portugal. Ciência Téc. Vitiv., 25 (2), 53-61. 

    APTIDÃO CULTURAL E AGRONÓMICA

    Abrolhamento: Médio.
    Maturação: Tardia.

    Vigor médio a elevado. Porte semi-ereto.  Fertilidade média (1 cacho/lançamento). 

    POTENCIALIDADES TECNOLÓGICAS

    Usada normalmente em lote (muitas vezes com Antão Vaz).
    Vinho com um aroma mineral. 

    MATERIAL VEGETATIVO PARA MULTIPLICAÇÃO:

    Possui um clone certificado: 128 JBP PT 


    COMPILADO POR JOSÉ EIRAS-DIAS


  • Clique aqui para aceder ao Anexo 1.



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