![]() Código do projeto | PDR2020-784-042738 Objetivo principal | Conservar
e Organizar a Coleção Ampelográfica Nacional (CAN), garantindo a
sustentabilidade das variedades de videira autóctones e dos seus parentes
silvestres, permitindo simultaneamente a sua utilização em estudos preliminares
diversos de natureza agronómica e enológica. Pretende-se também criar novas variedades,
resultantes de cruzamentos entre variedades autóctones e variedades Vitis vinifera resistentes a doenças,
tais como o míldio e o oídio. Todo o trabalho desenvolvido fomenta a perspetiva
de dotar o setor produtivo de melhores materiais vegetais com geração de valor
para a fileira vitivinícola em Portugal. Região de intervenção | As diversas
regiões vitivinícolas de PortugalEntidade beneficiária | Instituto
Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, I.P. (INIAV); Universidade Nova
de Lisboa – Instituto de Tecnologia Química e Biológica António Xavier (ITQB
NOVA) Data da aprovação | 2018/05/16 Data de início | 2018/09/01 Data de conclusão | 2022/08/31 Custo total elegível | 385 329 € Apoio financeiro da União Europeia Apoio financeiro público nacional/regional Objetivos, atividades e resultados esperados: Este projeto tem como objetivo estratégico conservar
variedades antigas de videira e plantas de Vitis
sylvestris, ainda dispersas pelo País e em risco de extinção, envolvendo a sua
caracterização e utilização em programas de melhoramento genético. As ações de prospeção e de caracterização previstas
permitirão identificar as diferentes variedades e plantas silvestres únicas, assim
como a conservação imediata dos seus fenótipos, possibilitando, deste modo, a
sua sustentabilidade a longo prazo. As ações de caracterização e de conservação serão realizadas na Coleção Ampelográfica Nacional (CAN), cuja instalação se iniciou em 1988. Genericamente, a CAN é um banco de germoplasma de variedades de videira que tem por objetivo a preservação da diversidade intervarietal existente, assim como levar a cabo trabalhos de demonstração e estudos preliminares de comportamento agronómico e enológico. A CAN está localizada nas instalações do INIAV, em Dois Portos, ocupa cerca de 2 hectares, estando cada variedade representada por 7 plantas, devidamente delimitadas e identificadas na vinha. Ao nível do melhoramento sexuado, o projeto prevê a criação de variedades com pedigree autóctone e simultaneamente resistência às doenças do oídio e do míldio. Genericamente, pretende-se fazer cruzamentos controlados, introduzindo genes de resistência em variedades Portuguesas detentoras de qualidades enológica e agronómica elevadas, utilizando variedades brancas e tintas. Será constituído um viveiro com as grainhas obtidas, sendo que as plântulas provenientes das grainhas viáveis serão colocadas em campo, para avaliação dos níveis de tolerância nos diferentes fenótipos/ genótipos obtidos, bem como para avaliação da performance desses fenótipos/genótipos em condições de campo.Os cruzamentos serão realizados na CAN. As grainhas serão germinadas em fitoclima (com controle de arejamento, temperatura, luminosidade e humidade). As plântulas obtidas serão aclimatizadas em estufa (com bancadas de aquecimento e fertirrega). O campo de ensaio inclui estação meteorológica e sistema de rega gota-a-gota com fertirrega, e será instalado na Quinta do Provedor, propriedade do INIAV-Dois Portos. Fotos, vídeos e outros suportes audiovisuais ![]() Prospeção de variedades antigas (A) e parentes silvestres (B1 e B2). ![]() ![]() Obtenção de novas variedades com pedigree Português. (A1 e A2) realização de cruzamentos controlados para obtenção de grainhas, (B) germinação de grainhas, (C) aclimatização das plântulas, (D) ensaio de campo das novas variedades |