Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, I.P.
03
Novembro 2020

  • Concurso ”Vinho Tinto e Vinho Branco de Torres Vedras – 2020”

    A 3 de novembro realizou-se, na sala de Prova Organoléptica do INIAV — Dois Portos / Estação Vitivinícola Nacional, o Concurso “Vinho Tinto e Vinho Branco de Torres Vedras – 2020”, promovido pela Câmara Municipal de Torres Vedras (CMTV) no âmbito das “Festas da Cidade” e com coordenação técnica do INIAV — Dois Portos / Estação Vitivinícola Nacional.
    Apresentaram-se a concurso 24 vinhos, 11 vinhos brancos e 13 vinhos tintos, provenientes de 13 produtores-engarrafadores de vinhos DOP “Torres Vedras” ou de vinhos IGP “Lisboa”, com sede no Concelho de Torres Vedras.
    O júri, coordenado por Ilda Caldeira (INIAV-Dois Portos), foi constituído por 8 provadores, representantes de diferentes entidades designadamente Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (Sara Canas e João Brazão), Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa (Luis Ezequiel), Confraria dos Enófilos da Estremadura (Ricardo Noronha), Associação de Escanções de Portugal (Almiro Vilar), Associação Portuguesa de Enologia (Jorge Páscoa), Associação Portuguesa dos Jovens Enófilos (Vitória Pais) e Revista Escanção (Isabel Esteves).
    Os resultados foram tornados públicos*, em cerimónia solene realizada no passado dia 08 de novembro na Adega Cooperativa de S. Mamede da Ventosa, nos Arneiros, tendo sido apresentados os resultados dos três primeiros lugares em vinho branco e vinho tinto. Os vinhos vencedores passarão a integrar as ofertas institucionais do Município de Torres Vedras, em todos os eventos.

     

    Apesar das adaptações e ajustes necessários para a realização das sessões de prova, bem como para a cerimónia de entrega de prémios, é de realçar a elevada participação dos operadores económicos neste concurso.

    * https://www.youtube.com/watch?v=JhLpkryX6Y8&fbclid=IwAR1w4z4wY8dBGD2AUAdkHVeyLLWn8y3mUKUDXVGjOCciPGF4KwnJkacka8o



    DIVULGAÇÃO DE EVENTOS

    FINE # Wine Tourism Expo
    Junho, 09-10, 2021
    Valladolid - Espanha
    https://feriavalladolid.com/fine-expo/en/feria-de-valladolid-presents-fine-wine-tourism-international-exhibition/

    VII Congresso Internacional Viticultura de Montanha (CERVIM)
    Maio, 13-15, 2021
    Vila Real - Portugal
    https://viicongresscervim.utad.pt/

    Conference Wine Consumption in the Mediterranean Diet: A clarification about health effects
    Junho 2-4, 2021
    Porto - Portugal
    http://www.ciencia-e-vinho.com/2019/09/15/wine-consumption-in-the-mediterranean-diet-a-clarification-about-health-effects/

    VII International Symposium “Mediterranean Malvasias”
    Junho 3-6, 2021
    Dubrovnik - Croatia
    https://www.malvasias.com/index_en.html




  • Visitas


    A 2 de novembro, no âmbito da elaboração de um vídeo institucional do INIAV, foi filmado o exterior da Estação, com recurso a drone, e o interior nas atividades mais relevantes.

    Lecionação

    A 9 de novembro, Sara Canas lecionou, por videoconferência, aulas subordinadas aos temas "Wine spirits - distillation" e "Maturation of wine spirits in wood" para alunos do Mestrado em Engenharia de Viticultura e Enologia do Instituto Superior de Agronomia, do Vinifera EuroMaster e do Mestrado em Viticultura e Enologia das Universidades de Turim e Udine (Double Diplome).

    A 16 de novembro, Ilda Caldeira lecionou uma aula teórica, por videoconferência, subordinada ao tema ”Ageing of wine spirits in wood", no âmbito da unidade curricular Derivados e Subprodutos da Uva e do Vinho, e destinada aos alunos dos Mestrados em Engenharia de Viticultura e Enologia, e Vinifera EuroMaster.

    Participação em Eventos

    A 5 de novembro, Jorge Cunha e Eiras-Dias participaram na reunião virtual do projeto AEG-VIT-IS “Enhancing quality and quantity of Vitis genetic resources in AEGIS”, financiado no âmbito do programa ECPGR Activity Grant Scheme (Phase X) - First Call, coordenado por Gregorio Muñoz Organero, do Instituto Madrileño de Investigación y Desarrollo Rural, Agrario y Alimentario (IMIDRA), Spain.

    A 18 de novembro, Eiras-Dias, Jorge Cunha, Margarida Baleiras-Couto, João Brazão, Ricardo Egipto e João Amaral participaram na 10ª reunião de Valorização e Multiplicação de Castas Minoritárias Portuguesas, realizada por videoconferência.

    A 18 de novembro, Miguel Damásio participou num webinar promovido pela LabFerrer, subordinado ao tema “Interpretación de datos de humedad en suelos y substratos”.

  • Silva J.M., Figueiredo A., Cunha J., Eiras-Dias J.E., Silva S., Vanneschi L., Mariano P., 2020. Using Rapid Chlorophyll Fluorescence Transients to Classify Vitis Genotypes. Plants, 9 (174), 19 p.
    DOI: https://doi.org/10.3390/plants9020174

    Anjos O., Caldeira I., Pedro S. I., Canas S., 2020. FT-Raman methodology applied to identify different ageing stages of wine spirits. LWT - Food Science and Technology, 134, 110179.
    DOI: https://doi.org/10.1016/j.lwt.2020.110179

    Figueiredo J., Cunha J., Eiras-Dias J., Silva M.S., Figueiredo A., 2020. Pathogen-related specificity of subtilase VVISBT4.19 X1 in the Vitis Vinifera defence response. Ciência Téc. Vitiv., 35 (1), 42 - 48.
    DOI: https://doi.org/10.1051/ctv/20203501042

    Yu W., Li Z., Sun B., Cui Y., 2020. A quick, accurate and general ultra performance liquid chromatography method for evaluating the quality of enological tannins. Food Sci Biotechnol, 29 (8), 1045 – 1052.
    DOI: https://doi.org/10.1007/s10068-020-00752-4


    Revista Ciência e Técnica Vitivinícola

    Volume 35(2) 76–106. 2020

    An overview on botrytized wines

    Georgios Kallitsounakis, Sofia Catarino
     
    Resumo
    Os vinhos botritizados representam uma categoria específica de vinhos doces, sendo obtidos a partir de bagos de uva infectados pelo fungo Botrytis cinerea, através de um processo designado por podridão nobre. Estes vinhos são produzidos em regiões específicas do mundo, sendo Sauternes e Tokay, originários de França e Hungria respectivamente, os exemplos mais conhecidos a nível mundial. No presente trabalho são revistos os principais aspectos relacionados com a produção de vinhos botritizados. É descrito o processo e desenvolvimento da infecção do bago por B. cinerea, e discutidas as principais etapas e operações de vinificação, conservação, envelhecimento e estabilização. A combinação complexa de muitos factores, desde logo a exigência de condições ambientais muito específicas, explica a raridade da ocorrência de podridão nobre e destaca a singularidade deste tipo de vinhos.

    doi: https://doi.org/10.1051/ctv/20203502076

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    Volume 35(2) 107–119. 2020

    Human resource practices and performance in small Spanish wineries,
    and their evolution with age and size


    Juan R. Ferrer, Silvia Abella-Garcés, María T. Maza-Rubio

    Resumo
    Esta pesquisa visa cobrir a lacuna existente no conhecimento sobre práticas de gestão de recursos humanos em empresas vinícolas. Foram analisadas três das práticas mais importantes neste campo - recrutamento e seleção, treino e desenvolvimento, e remuneração - e sua relação com o desempenho em pequenas adegas, familiares e não familiares, bem como as diferenças no comportamento dessas empresas de acordo com a sua idade e a sua dimensão. A análise foi baseada num banco de dados de 2016 contendo 339 PME do setor vinícola espanhol, tendo sido aplicada a metodologia de regressão bayesiana multivariada. Os resultados demonstram um nível mais baixo de práticas de gestão de recursos humanos em pequenas empresas familiares e uma relação mais forte com o desempenho do que em empresas não familiares. Relatam também que a gestão de recursos humanos varia de acordo com a idade e a dimensão da empresa, encontrando uma relação em U invertido com a dimensão. Por um lado, estes resultados destacam a importância das práticas de recursos humanos no ambiente de uma pequena adega. Estas práticas não têm sido geralmente consideradas como motores de desempenho em pequenas empresas familiares. Por outro lado, os resultados podem ser úteis para os gerentes de tais empresas, tanto na indústria do vinho como na indústria em geral, pois destacam as práticas de recursos humanos que podem melhorar o desempenho dessas entidades. O artigo contribui para preencher a lacuna existente na literatura relativamente às pequenas empresas familiares.

    doi: https://doi.org/10.1051/ctv/ctv20203502107

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    Volume 35(2) 120–132. 2020

    Evaluation of rootstocks for the ‘Verdejo Negro’ cultivar

    María Dolores Loureiro, Paula Moreno-Sanz, Belén Suárez

    Resumo
    A cultura da videira (Vitis vinifera L.) nas Astúrias (Noroeste da Espanha) esteve à beira da extinção no último século. No entanto, o presente século testemunha a sua recuperação como consequência do reconhecimento da Denominação de Origem do Vinho de Cangas. O longo tempo de abandono tem originado uma falta de informação sobre os porta-enxertos mais adequados para a obtenção da qualidade ótima. Neste trabalho foram estudados parâmetros agronómicos e enológicos da cultivar ‘Verdejo Negro’ enxertada em três porta-enxertos (‘196-17 C’, ‘101-14 MG’ e ‘3309 C’). Três repetições de dez videiras para cada porta-enxerto foram dispostas em delineamento inteiramente casualizado. Foram medidos os parâmetros agronómicos (fenologia, rendimento, peso da lenha de poda e índice de Ravaz) e enológicos (composição do bago, mosto e vinho), e os vinhos elaborados foram avaliados sensorialmente. No que se refere à fenologia, o porta-enxerto ‘101-14 MG’ antecipou o início da maturação (pintor) nos últimos dois anos do estudo. O ano influenciou significativamente muitos dos parâmetros agronómicos e enológicos analisados, enquanto o porta-enxerto afetou apenas o índice de Weaver, que foi superior para o porta-enxerto ‘101-14 MG’, indicando uma maturação mais avançada com este porta-enxerto, e a acidez volátil, maior para os vinhos de ‘3309 C’. Quando os vinhos de ‘Verdejo Negro’ enxertados nos três porta-enxertos estudados foram avaliados sensorialmente, poucas diferenças foram encontradas. Os vinhos obtidos a partir do ‘101-14 MG’ foram ligeiramente melhor pontuados em dois dos anos nos parâmetros nasais, embora a avaliação geral tenha sido muito semelhante para todos os vinhos. Considerando o pouco efeito dos porta-enxertos nos vinhos de ‘Verdejo Negro’, não há uma recomendação clara no momento. Mas é importante ter em conta os efeitos das alterações climáticas, uma vez que o avanço da maturação induzido pelo porta-enxerto ‘101-14 MG’ pode dificultar a obtenção de vinhos equilibrados da cultivar ‘Verdejo Negro’ no futuro. O amadurecimento precoce previamente referido pode levar à obtenção de uvas com nível excessivo de açúcar, baixa acidez e um desacoplamento da maturidade fenólica e tecnológica

    doi: https://doi.org/10.1051/ctv/20203502120



    Revista científica bilingue, especializada em Viticultura, Enologia e Economia Vitivinícola, indexada em diversas bases de dados internacionaisRevista online em http://www.ctv-jve-journal.org/

    Fator de Impacto (2019) : 1,067



















  • ORIGEM E SINONÍMIA

    Referida na Portaria nº 380/2012 com o número de código PRT40403(1).
    Figura na base de dados Vitis International Variety Catalogue (VIVC) com o nº 10850(2).
    Cruzamento nº H-8-51-29, de Diagalves B x Fernão Pires B, obtido por Leão Ferreira de Almeida, em 1951.
    Clorotipo A (ambos os progenitores são clorotipo A).Superfície cultivada em Portugal: Cultivada na região vitícola de Lisboa, ocupando uma área de 454 ha(3).

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    (1) Portaria Nº 380/2012, de 22 de novembro, do Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território.
    (2) Maul et al. (2020): Vitis International Variety Catalogue - www.vivc.de – acedido em outubro, 26, 2020.
    (3) Vinhos e Aguardentes de Portugal 2018 - Anuário, 206 pp. Instituto da Vinha e do Vinho, Lisboa.

    DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA

    Extremidade do ramo jovem aberta, com orla carmim de intensidade média, elevada densidade de pelos prostrados.
    Folha jovem com zonas acobreadas, página inferior com média densidade de pelos prostrados.
    Flor Hermafrodita.
    Pâmpano verde, com gomos ligeiramente avermelhados.
    Folha adulta média, pentagonal, com cinco lóbulos; limbo verde médio, irregular, com bolhosidade fraca; página inferior com média densidade de pelos prostrados entre as nervuras; dentes compridos e retilíneos; seio peciolar aberto, com a base em U, e seios laterais fechados em V.
    Cacho médio, cónico, pouco compacto; pedúnculo comprido.
    Bago elíptico-curto, médio e verde amarelado; película de espessura média, polpa mole.
    Sarmento castanho-avermelhado.



    CARACTERIZAÇÃO GENÉTICA

    Microssatélites (SSR)

    Veloso et al.,2010 (4)

    VVS2

    145: 147

    VVMD5

    238: 240

    VVMD7

    235 : 239

    VVMD27

    181 : 183

    ssrVrZAG62

    188 : 194

    ssrVrZAG79

    247 : 247

    (4) Veloso, M.Manuela, M.Cecília Almandanim, Margarida Baleiras-Couto, H.Sofia Pereira, L.C.Carneiro, P.Fevereiro, J.Eiras-Dias, 2010. Microsatelite Database of Grapevine (Vitis vinífera L.) Cultivars used for Wine Production in Portugal. Ciência Téc. Vitiv., 25 (2), 53-61.

    APTIDÃO CULTURAL E AGRONÓMICA

    Abrolhamento: Época média, 9 dias após a Fernão Pires.
    Floração: Época média, 7 dias após a Fernão Pires.
    Maturação: Precoce (0,5º prováveis abaixo da Fernão Pires).
    Acidez baixa (menos 1,8g/L de ácido tartárico que a Fernão Pires).
    Fertilidade e vigor médios.
    Porte prostrado.
    Muito sensível às doenças do lenho (esca e eutipiose), mas pouco sensível às doenças criptogâmicas, nomeadamente à podridão dos cachos.

    POTENCIALIDADES TECNOLÓGICAS

    Os vinhos têm aroma frutado, com certa distinção, e ligeira complexidade. Na boca denota alguma frescura, equilíbrio e certa persistência.

    MATERIAL VEGETATIVO PARA MULTIPLICAÇÃO:

    Possui material standard para multiplicação(5).

    (5) http://srvbamid.dgv.min-agricultura.pt/portal/page/portal/DGV/genericos?generico=3662422&cboui=3662422, acedido em outubro, 26, 2020.


    COMPILADO POR JOSÉ EIRAS-DIAS






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