Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, I.P.
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DUROSTRESS: Stratégies d’adaptation du blé dur aux stress hydriques et thermiques

Designação do projeto | DUROSTRESS: Stratégies d’adaptation du blé dur aux stress hydriques et thermiques
Código do projeto | FSOV2020_DUROSTRESS
Objetivo principal | O projeto tem como objetivo caraterizar o potencial de adaptação de um painel de genótipos de trigo duro, face aos stresses térmico e hídrico e ainda desenvolver ferramentas que permitam identificar as melhores estratégias para maximizar a produção
Entidade beneficiária | ARVALIS - Institut du végétal (Preponente); Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, I.P. (INIAV, I.P.); Gie Blé Dur (GIE); Consiglio per la Ricerca in Agricoltura e l’Analisi dell’Economia Agraria (CREA); Ministère de La Recherche et de La Technologie, Ministère de L’agriculture (IRAE)
Investigador responsável (INIAV) | Ana Sofia Vieira Dias de Almeida 
Investigador responsável do projeto | Delphine Hourcade
Data da aprovação | 2020/07/13
Data de início | 2020/10/01
Data de conclusão | 2023/09/30
Custo total elegível | 546.223,50€; Custo elegível INIAV | 50.075,00€
Apoio financeiro total da FSOV | 382.223,50€

Objetivos, atividades e resultados esperados
As alterações climáticas causam irregularidade das normais sazonais em termos de temperatura e de precipitação. Diversos estudos apontam para o provável aumento da ocorrência e intensidade de períodos de escassez hídrica e de forte calor na Europa, particularmente no fim da primavera e durante o verão, comprometendo as condições favoráveis para o enchimento do grão nos cereais de outono/inverno. 

A escolha de variedades adaptadas a estes stresses térmico e hídrico é um dos recursos que pode ser utilizado para manter o potencial produtivo. Para se identificar este tipo de recurso, é necessário, por um lado, caracterizar a variabilidade disponível dentro do germoplasma cultivado e, por outro lado, identificar os mecanismos subjacentes a esta adaptação. 

O objetivo deste projeto é caracterizar o potencial de adaptação de um painel de genótipos face a esses stresses para, em seguida, desenvolver ferramentas que possibilitem identificar as estratégias mais eficientes ao nível agronómico e de seleção varietal. A avaliação de variedades em climas mais extremos (Portugal e Itália) que poderão vir a ser predominantes em França, permitirá antecipar a seleção de genótipos adaptados a estas condições. 

O projeto desenvolver-se-á em diferentes ações:
A ação 1 consistirá em avaliar a variabilidade das respostas aos stresses térmicos e hídricos de um conjunto de genótipos de várias origens genéticas (variedades elite de seleção francesa e europeia) através da criação de uma rede de ensaios (França e Sul da Europa) em condições de stresse hídrico e térmico, a fim de adquirir uma ampla gama de características fisiológicas e agronómicas ao nível da planta e das raízes por observações e notações manuais e utilizando sensores. Uma atenção particular será dada aos parâmetros relacionados com a arquitetura da canópia à floração e com a cinética da senescência foliar no sentido de identificar características de tolerância ao calor e ao stresse hídrico.

A ação 2 utilizará os dados adquiridos na ação 1 para desenvolver e validar uma ferramenta que permitirá definir o ideotipo de variedades de trigo utilizando o modelo de cultura CHN, com o objetivo de identificar os principais tipos de adaptação ao nível fenológico e agronómico. Será estudado o aspeto da variabilidade na dinâmica da senescência. 

A Ação 3 terá como objetivo explorar o lado genético, valorizando o uso de dados fenotípicos e genotípicos existentes num painel de diversidade genética, avaliado em condições stressantes. Será feita uma abordagem de genética de associação e seleção genómica com o objetivo de testar modelos de previsão relacionados com as estratégias de adaptação das variedades. 

Os resultados do projeto ao nível da seleção de variedades consistirão numa lista de características diretas ou indiretas (e possível combinação), indicadores de desempenho em ambientes stressantes (hídrico e/ou térmico) e a identificação de progenitores adaptados a ambientes com esses constrangimentos. No que diz respeito diretamente aos produtores, o projeto contribuirá para melhorar a recomendação de variedades face à evolução das alterações climáticas.







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