Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, I.P.
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Wild Forests

Designação do projeto | WildForests - Wildlife conservation and exotic production forests: the need for a bidirectional relation in sustainable landscapes
Código do projeto| POCI-01-0145-FEDER-028204
Objetivo principal | Avaliar o potencial das Plantações de Eucalipto (PE) como ferramentas de conservação e aferir o papel dos mamíferos na manutenção de EP sustentáveis, certificadas e funcionais.
Região de intervenção | Regiões NUTS II: Centro
Entidade beneficiária | Universidade de Aveiro; Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, I.P. (INIAV, I.P.); FCiencias.ID
Investigadora Responsável no INIAV | Mónica Sofia Vieira Cunha
Data da aprovação | 2018-02-08
Data de início | 2018-06-01
Data de conclusão | 2021-05-31
Custo total elegível | 219.948,12€; Custo elegível INIAV | 14.440,00€
Apoio financeiro total da União Europeia | FEDER – 186.955,90€ (INIAV-12.274,00€)
Apoio OE| 32.992,22€ (INIAV – 2.166,00€)

Objetivos, atividades e resultados esperados

Objetivos

O objetivo principal do WildForests é perceber os impactos das Plantações de Eucalipto nos padrões e processos ecológicos, bem como na persistência (ex. densidade, condição corporal, redes tróficas e uso do habitat) de populações silvestres. Paralelamente, pretende explorar de que forma os processos ecológicos podem ser integrados na gestão florestal, para maximizar a biodiversidade e a persistência das populações silvestres em plantações de eucalipto economicamente viáveis, certificadas e funcionais. O cumprimento destes objetivos contribuirá para gerar uma paisagem de produção funcional, através da manutenção dos processos ecológicos.

Atividades e resultados esperados

O WildForests desenvolve-se em torno de cinco eixos de atividade principais, interligados e interdependentes. Assim, as atividades desenvolvidas no âmbito do projeto focam-se em:

  1. Avaliar a diversidade taxonómica e funcional de mamíferos, bem como a estrutura espacial das populações. Este eixo assenta numa estratégia amostral baseada em métodos não invasivos (e.g. armadilhagem fotográfica) e invasivos (e.g. captura de animais vivos);
  2. Determinar a condição física e o fitness das populações residentes em Eucaliptais, tendo por base um painel de indicadores fisiológicos, derivados da análise de amostras de sangue, urina e pêlo;
  3. Caracterizar a rede trófica de mesocarnívoros, com recurso a análise laboratorial de amostras fecais, complementadas com a aplicação de métodos de ecologia molecular;
  4. Aferir a variação da estrutura e dos processos ecológicos das comunidades silvestres quando sujeitas a diferentes cenários de gestão das plantações, com recurso a ferramentas de modelação ecológica;
  5. Comunicar e divulgar ciência. Este eixo pretende, por um lado, disseminar os resultados do projeto (ex., e-book de boas práticas, vídeos tutoriais, reuniões técnicas, artigos científicos, apresentações em congressos etc.) e, por outro, comunicar e envolver o público em geral nas problemáticas do projeto (ex. atividades de educação ambiental em escolas dos diversos níveis de ensino, vídeos de divulgação com as principais conclusões do projeto, criação de uma webpage do projeto e conta Twitter, etc.)

Resultados esperados:

No final do projeto, pretende-se que os resultados possam ser utilizados para o melhoramento de práticas de gestão dos eucaliptais e políticas regionais que visem a conciliação da produção florestal e a conservação dos recursos naturais. Por outro lado, pretende-se gerar informação biológica e ecológica sobre as populações animais silvestres que usam os eucaliptais, por forma a aferir quais os impactos destas paisagens na biodiversidade de vertebrados; por outro lado, perceber que estratégicas ecológicas foram adotadas pelas populações silvestres resilientes às florestas de produção. Finalmente, pretende-se dinamizar a colaboração entre a rede de parceiros da fileira florestal e a academia e consolidar esta relação, que se deseja bidirecional, por forma a que a academia possa responder às necessidades/desafios da indústria e esta incorporar o conhecimento científico gerado nos planos de gestão florestal.






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